Comida

Infusão calmante pra dar aquele soninho.

Infusão calmante pra dar aquele soninho.

Aqui da horta foi lavanda, melisssa, verbena, camomila, cascas e folhas e cítricos. De outras hortas foi mulungu, lúpulo e valeriana.

Essa aqui foi encomenda de uma cliente lá da @enotecasaintvinsaint , que pediu um chazinho para dormir melhor. Não sou médica, não sou mateira, não estudei medicina tradicional nem fitoterapia. Me arrisco de curiosa nesse mundo das ervas medicinais, com todo o cuidado e respeito do mundo, pois é coisa de gente grande e requer muito estudo.

Dito isso, todas as plantinhas aí em cima tem efeitos calmantes, relaxantes da cabeça e do corpinho, atuam no sistema nervoso pra deixar ele menos nervoso, ajudam a dormir melhor, acalmam os ânimos, esfriam a cabeça e ainda dão uma controladinha nos humores, evitando a depressão ou a euforia descontrolada.

Cházinho funciona? 

Ó. Até na bíblia brazuca “Medicina Rústica”, de Alceu Maynard, ele já fala, sobre o chazinho : “ muitas vezes pode não ser útil, mas mal não faz, então porque condená-lo, não raro rispidamente? É preciso não desprezar seu efeito sócio-psicológico, pois é, sem dúvida alguma, o símbolo da dedicação”. 

Genial, né. Genial, verdadeiro e poético. 

Mas, poesia à parte, obviamente que a medicina tradicional não se baseia apenas no efeito sócio-psicológico das coisas – que claro, não pode ser desconsiderado. Ela se baseia principalmente nos efeitos reais e bem visíveis, curativos/preventivos das diversas plantas. 

E é assim tão simples. Aliás, não é nada simples. Quando a gente começa a se aprofundar, vemos que realmente não sabemos nada. Eu pelo menos, não sei de nada. Existe toda uma ciência muito refinada em torno das medicinas tradicionais, muitas vezes com séculos ou milênios de história, aplicação e aprimoramento. 

Só um exemplo? Não é simplesmente “ah, a planta tal faz bem pra tal coisa” , e pronto. Calma lá. Cada planta e cada parte da planta pode atuar de uma maneira muito específica, dependendo de como são extraídos os componentes e da maneira que são empregadas. Até a combinação delas, o horário e como você ingere, a maneira com que são cultivadas ou colhidas, faz diferença. 

Em tempo. O que chamamos de “chá”, popularmente, na verdade é uma infusão. Chá mesmo a gente só pode chamar a infusão das folhas da planta do chá, a Camellia Sinensis. Todo o resto dos chazinhos são na verdade infusões de plantas. 

“É importante destacar que os efeitos benéficos ou indesejáveis dos chás dependem da adequada indicação, modo de preparo, dose, uso da planta correta (é muito comum o uso de plantas que não foram corretamente identificadas) e até mesmo a forma como a planta foi cultivada e colhida”, André Gonzaga dos Santos, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp (Universidade Estadual Paulista). 

Além das infusões, temos as garrafadas, temos as tinturas, os óleos essenciais, as decocções …. 

Tanto nas infusões como nas decocções, estamos lidando com plantas e água quente. “Na infusão, a água é aquecida até ponto de fervura, então a água quente é vertida sobre a planta e a mistura fica em repouso por alguns minutos, de preferência tampada. Esta técnica é geralmente aplicada para preparação de chás de folhas, flores e frutos moídos e preserva o óleo essencial. Já na decocção, as partes da planta são fervidas junto com a água por alguns minutos. Esta técnica é aplicada geralmente para o preparo de chás das cascas, raízes ou pedaços de caule, que por serem mais duros precisam de um método mais rigoroso para a extração para a água dos compostos benéficos presentes na planta.” Segundo Chris Bueno. 

Infusão e decocção:

Além das infusões, os populares chás, temos também várias outras maneiras de usar as ervas, raízes, cascas, flores. Temos as tradicionais garrafadas, as tinturas com álcool, vinagre, os óleos essenciais, os óleos macerados, as macerações à frio, as decocções ….

É, minha gente, nem só de chá vive um ser humano. Tava achando que era só ferver a plantinha e pronto? Bom, quase. Pelo menos no caso das infusões e das decocções. Pois tanto nas infusões como nas decocções, estamos lidando com plantas e água quente.

Infusões: você ferve a água e depois despeja em cima das ervas, secas ou frescas, tampando o recipiente e esperando alguns minutos. Preserva bastante os óleos essenciais e é ótima para preparos de “urgência”, pois são rápidos de fazer. Folhas, flores, cascas moídas, frutos são ideais. 

Decocções: você ferve a planta, raízes, caule ou cascas durante alguns minutos, para extrair de maneira mais eficiente os compostos de materiais mais duros, lenhosos ou fibrosos. Se aplicado a partes da planta muito sensíveis, você pode perder parte dos componentes benéficos. 

28/6/2021
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