Comida, Viagens

Chai Masala.

Aquele clássico indiano que faz a gente substituir o café assim que pisa no país.

Chá preto, especiarias que variam de Chai Walla pra Chai Walla ( traduzindo, “fazedor de chá” ), leite e açúcar.

Cardamomo, anis, canela, gengibre, tulsi, erva doce, cravo e mais um montão de especiarias são fervidas com açúcar ( eles usam muito, e não vamos esquecer que açúcar também já foi considerado uma especiaria e símbolo de status ) e leite. Nas ruas bebe-se leite cru, fresco, de vaca ( animal sagrado para os indianos ) ou búfala. Delicioso, por sinal.

Eu, particularmente, peço o meu sem açúcar, e a cara de “jura, moça, que estranho” é geral. Ué, fazer o que, prefiro o chai masala sem açúcar mesmo: leite já é doce, tem especiaria que já é doce, a própria vida já é doce.

Essa versão que conhecemos hoje, do chai ( a palavra chai significa chá, tá ) + especiarias + leite + açúcar ficou muito popular na Índia no Império Britânico, assim como o consumo e comércio do chá como conhecemos.

Obviamente que a planta que dá origem ao chá e o costume de beber chá com especiarias ( muitas vezes medicinalmente ) é milenar. Mas desse jeitinho que a gente vê hoje, é mesmo coisa moderna. Que nem os Chai Latte que abundam nas cafeterias hoje em dia pelo mundo: uma versão ainda mais moderna do Masala Chai, com nome diferente mas mesma base de receita.

Só uma curiosidade: tem café na Índia sim. Os grãos vieram pra cá no século 17, reza lenda de contrabando, e existe produção de café até hoje por aqui, assim como cafeterias especializadas em servir cafés de grãos indianos.

30/1/2023
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