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Maçãs para sidra:

Maçãs para sidra:

São centenas as variedades de maçã para sidra. Acredita-se que antigamente elas eram escolhidas pra fazer birita por serem “menos gostosas de comer”. Fato é que muitas dessas tem alta concentração de açúcar, muitos taninos e muita acidez – que pode não ser tão gostoso como lanchinho, mas são fatores essenciais para um bom fermentado alcoólico.

Diferente do vinho, as maçãs para sidra são colhidas quando caem do pé ( baita trampo ) e as melhores colheitas são as manuais ( mais trampo ainda ), pois já fazem seleção dos frutos que estão sãos. Uma maçã mais passadinha demais pode dar voláteis e avinagrados e outras características não tão boas pra cidra .

O DNA das maçãs é muito mais complexo do que o nosso; elas tem por volta de 57 mil genes, mais do que o dobro dos 20 mil a 25 mil que nós, pobres mortais, possuímos.

As maçãs apresentam “extrema heterozigosidade”, o que significa que produzem descendentes que não se parecem em nada com seus pais.

Se você plantar uma semente de maçã você vai ter uma árvore com frutos de aparência e sabor totalmente diferente da “mãe”.

Agora imagine que as maçãs existem há cinquenta | sessenta e cinco milhões de anos –  na época em que os dinossauros foram extintos. Por milhões de anos, as árvores se reproduziram sem qualquer interferência humana, combinando e recombinando esses genes pra lá de complexos e criando zilhões de macieiras diferentes por aí.

Ok. A única maneira de reproduzir um cultivar de maçã é enxertá-la no porta-enxerto de outra árvore, mas essa foi uma técnica usada somente depois dos anos de 50 aC. Sim, igual uvas: você acaba fazendo um clone daquela planta quando a reprodução é por estaca + enxertia. No caso da produção por sementes, o resultado é um indivíduo totalmente novo, com características diferentes das dos “pais”.

Os produtores de maçãs, lá faz muito tempo nos idos 50 aC, começaram a fazer clones por meio de enxertos, criando “variedades”. Daí essas variedades mais “populares” acabaram ganhando nomes.

No final dos anos 1500, havia pelo menos sessenta e cinco maçãs já “nomeadas” na Normandia, e durante séculos, muitas das melhores maçãs para fazer sidra vieram desta região , escolhidas por sua produtividade, equilíbrio de acidez, tanino, aromáticos e doçura.

Hoje em dia as maçãs para elaboração de sidras são divididas em amargas, doces e ácidas, e cada sidra e cada região tem uma porcentagem diferente de tipos de maçã. Existem produtores que cultivam centenas de variedades de maçãs em suas propriedades, o que torna cada produção, em cada região, única.

Cada vez mais os produtores estão “brincando” com os blends de maçã, fazendo “monovarietais”, pesquisando variedades antigas.

Antes de Cristo já se bebia Sidra. E não é pouco antes de Cristo não, é muito. Reza a lenda que os os Egípcios, em 2000a.c. e os Gregos, em 600a.c., já eram grandes apreciadores da maçã fermentada. Sim, isso mesmo.

10/1/2022
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