Divagações

NOVIDADES: Borgonhas & Champa recém chegados na En Primeur …

Ainda estou me recuperando do almoço, confesso.
Para mim, um bom almoço ( nutricionistas, endócrinos,
esportistas e pessoas de bom senso em geral que me desculpem ) tem que dar
aquela “baqueada” clássica, aquela vontadezinha de dormir depois do sexto
expresso, pois seu corpo está quase não agüentando mais se segurar em pé.
Até a moderação tem que ser praticada com moderação,
entonces…. dias de pé na jaca são absolutamente saudáveis. Ainda mais quando
o almoço em questão é no Casserole, cercada de amigos e com vinhos
espetaculares.
 
O Tom, sommelier do La Casserole e agora com sua
importadora, a En Primeur, nos foi mostrar algumas novidades no portfólio, que
acabaram de chegar por aqui. Coisa chata. Champagne e Borgonha…. ahahah. Ou
seja, praticamente o melhor da vida, resumido em uma degustação.
Começamos com a Champagne Brut Grand Cru Bernard Brémont.
Bom, preciso repetir mais uma vez o que eu sempre digo? Champa é champa, minha
gente. E não é elitismo. É fato. Essa aqui, em especial, estava super elegante,
complexa, profunda e direta. Adoro vinhos sinceros. Perlage fina, ritmada, na
boca polpuda sem ser corpulenta. Deliciosa. Vai sair cerca de R$ 190 para
consumidor final. Um super preço. Ainda bem que ainda tem lugar que você consegue
comprar Champa boa  sem gastar as calças.
 
O primeiro tinto foi um Hautes Cotes de Nuits Domaine Gavinet.
Borgonha classicão, gostoso, leve, fresco, “saudável”…rs. Pra tomar de
canudinho em qualquer ocasião. Precinho encantador: R$ 135.
O segundo tinto ( meu segundo vinho predileto ) foi um Marsannay
Champs-Perdrix, Domaine Huguenot. Adooooro Marsannay. Ao longo do tempo
desenvolvi num carinho por eles. Esse aqui estava super sério, mas ainda era um
jovenzinho. Potente, mas classudo, quase nervoso, mas amplo. Por mim, podia
ficar mai alguns anos em garrafa, pois eu adoro a ala enogeriátrica. Mas já
estava uma gostosura. A R$290 o “vasilhame”…rs.
 
Seguindo o caminho da felicidade, fomos para o  Nuits St-Georges Premieur Cru, Domaine Gavinet.
Foi o meu vinho preferido. Tinha tudo lá. Fruta, flor, cavalo, suor,
estrebaria, ervas, sous bois, entre bois, em cima do bois. Uuffff. Daqueles
vinhos que dá vontade de tomar o dia inteiro. Se abriu em mil camadas na taça,
e mesmo o finalzinho dele, horas depois, estava intrigante. Já parte para os quatrocentos
e alguma coisa. Mas vale o preço. E como vale.
 
Ainda no mundo dos quatrocentões, partimos para o Gevrey-Charbertin
Premieur Cru Domaine Huguenot. Demorou bastante para abrir, mas depois que
abriu, encantou a todos. Um estilo mais robusto, características da madeira
bastante pronunciadas, e na minha opinião, também ainda jovenzinho. Nada como
alguns anos confinado na garrafa para domar a inquietude. Mas quando eu digo
isso, repito: é só o meu gosto pessoal. A maioria dos vinhos que eu acho ainda
jovens já estão prontos para beber e redondinhos. Eu que tenho uma paixão pelos
velhinhos, mesmo. 
 
O Tom fez questão de nos brindar com um super-méga-blaster
surpresa. Um Vosne-Romaneé David Clark. Na verdade, dois, pois foram duas
garrafas. O cara é um dos gênios da biodinâmica, e o Vosne Romaneé, sem comentários.
São oito fileiras de vinhedos que produzem este vinho. Oito fileiras. Isso
mesmo. Mais restrito, impossível. Para vocês terem idéia, toda a propriedade
tem dois hectares.  E convenhamos… que paaaaatzaaa
terroir. A história dele é bastante interessante. Saiu da fórmula 1 para ir
para os vinhos. Vale a pena depois ler um pouquinho sobre ele: http://www.domainedavidclark.com/tourhistory.php.
 
Bom, de vinhos, estávamos mais do que bem alimentados. Mas
claro que não ia parar por aí. Ainda tinha a comida propriamente dita! Rs
 
Da última vez fiquei com água na boca para comer o
Cassoulet. Dane-se que está um calor de estourar mamona. Adoro Cassoulet, e não
ia perder a oportunidade de comer o Cassoulet do La Casserole, mesmo que eu
tivesse que lidar com minha leseira pós-almoço depois durante o dia inteiro.
 
Aléééas, detalhe: o Tom me disse que eles estão colocando os
ossos do pata negra para, literalmente, “engrossar” o caldo do Cassoulet. Pata
negra + Cassoulet = paraíso. Preciso dizer mais alguma coisa? Rs
 
Para finalizar com chave de ouro, vários cafés ( afinal, eu
precisava mostrar para meu corpo que ele precisava ficar de pé ) e um
delicioso, old school e “vintage” Crepe Suzette. Tão simples, tão antigo, e tão
gostoso. Uma das sobremesas mais clássicas dos restaurantes chiques de Sampa de
décadas passadas, e tão esquecida hoje em dia. Uma pena, pois é uma das minhas
prediletas. Um Suzette bem feito é de arrancar suspiros!!

Salut!!
12/12/2012
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