Receitas & Ingredientes

Cesta de Orgânicos da Enoteca: 23 & 26.03

Cesta Orgânica, da horta da Enoteca Saint VinSaint

Semana 23.03 & 26/03

Toda semana tem cesta com orgânicos da nossa horta. 

E pra você que já comprou sua cesta, vamos mandar uma listinha pra ninguém ficar perdido: é, a gente vai ensinar como usar cada ingrediente! 


  • Erva Baleeira: 

Pra usar como tempero e como infusão. Fresca tem cheiro de “caldo Knorr”, e fica ótima no arroz, no feijão, em sopas. Como infusão, é super medicinal. Antiinflamatório, relaxante muscular, cicatrizante. Presente nas comunidades litorâneas tradicionais da mata atlântica, é usado como cicatrizante para feridas internas e externas, relaxante muscular para dores gerais, além de potente antiinflamatório. Conhecida também como maria-milagrosa, e em inglês,  “black sage”. Seu uso interno pode ser feito por meio de infusão ou tintura, como antiinflamatório e cicatrizante geral, além de relaxante muscular. Sua aplicação externa pode ser feita em forma de cataplasmas, garrafadas, tinturas, pomadas e óleo essencial, para cicatrizar feridas e lesões, analgésico para traumas, torções e dores de coluna. Banhos de imersão com essa erva também podem ser feitos para quadros de inflamações genéricas, como reumatismos, artrites, dores severas nas articulações ou músculos. 

  • Goiaba madura: 

Pode comer ela fresca, pode fazer suco, vitamina… e compota! Doce de goiaba é uma delícia e super fácil de fazer: goiaba, açúcar e tempo na panela. 

  • Ora pro Nobis: 

Riquíssima em proteína vegetal, é uma das ‘panc’ mais amadas por conta de seus nutrientes e também pela textura crocante e suculenta – fica uma delícia em saladas, refogada, cozida com o feijão, no arroz, em viradinhos de milho. Só não tente fazer suco verde com ela, pois daí ela solta uma baba parecida com quiabo e não fica nada agradável de beber. 

  • Mamão Verde: 

Pouca gente aqui usa mamão verde como “legume”, mas na Ásia , por exemplo, é normal. Dá pra ralar no ralo grosso e fazer salada, dá pra usar refogado como se fosse chuchu ou abobrinha, dá pra cortar e cozinhar num curry, num cozido de vegetais, grãos, etc. Fermentação lática dele fica interessantíssimo, como fazemos com pepinos, e fazer doce também é sempre uma ótima opção: com açúcar, especiarias e tempo de panela. 

  • Folha e flor de capuchinha: 

Outra ‘panc’ presente no quintal de muita gente. Super nutritiva, suas folhas e flores tem um sabor azedo e picante, meio como uma rúcula mais azedinha. Suas sementes ficam deliciosas quando feitas em conserva como se fossem alcaparras, ou então fermentadas. Com as folhas faça pestos, sucos verdes, saladas. Com as flores, enfeite os pratos, faça geléias e acrescente em qualquer preparação. 

  • Molho de pimenta vermelha:

Todas as pimentas que amadurecem na nossa horta a gente faz fermentação lática, só com sal, e depois coa. Fica um molho bem saboroso pra quem gosta de uma picância à mais na vida. Ah! Pimenta é ótima pro sistema imunológico, viu? Comam pimenta. 

  • Farinha de coco seca:

O que sobra depois que coamos os leites vegetais a gente torra e faz farinha. Essa farinha de coco pode ser usada para fazer pães, cuscuz, docinhos, biscoitos, granola. 

  • Boldo para infusão:

Conhecida como erva da “ressaca”, é ótimo desintoxicante e ajuda no bom funcionamento do fígado, sendo também diurético e anti-inflamatório. As plantas medicinais amargas em geral costumam favorecer uma boa função hepática.  É um calmante leve, e pode ser usado para relaxamento antes de dormir, reduzindo a pressão arterial e relaxando a musculatura naturalmente. Por seu poder de dilatar os bronquíolos, é usado em casos de asma e bronquites. É um tônico cardíaco e também dilata os vasos sanguíneos, ajudando a circulação e manutenção da saúde do coração e cérebro. Ajuda também na função ótima da tireóide, principalmente em casos de hipotireoidismo. Por essa razão que algumas pessoas ligam seu consumo à perda de peso – mas ela só ocorre caso o ganho de peso esteja relacionado à tireóide. Antibacteriano, anti-inflamatório, antioxidante, calmante, digestivo, diurético, laxante, antiespasmódico, dilatador, tônico cardíaco. A infusão das folhas é usada como digestivo, diminui gases, diminui azia, estômago embrulhado, estimulador do apetite, controle de gastrite, ajudando na digestão de alimentos pesados e tóxicos, além de aliviar a prisão de ventre. Seu uso externo é tópico, em casos de glaucoma – reduzindo a pressão intraocular. Em casos de asma e bronquite, é feito a decocção da raíz seca desta planta. 

  • Manjericão, salsinha e cebolinha:

Adicionar ervas nos pratos é uma maneira ótima de incrementar os minerais e nutrientes do dia a dia. Quanto mais variedade melhor. Fora que são uma delícia e acrescentam muito sabor aos pratos. Não vai conseguir usar tudo fresco? Bate com azeite e faça um azeite de ervas. Ou então misture na manteiga e faça uma manteiga de ervas. 

  • Taioba:

Ainda bastante consumida nos interiores do nosso país, pode ser usada como usamos a couve – com o detalhe que precisamos escaldar ela antes para tirar o que os antigos chamavam de “travo”. Como ela é uma planta rica em oxalato, os mais sensíveis podem sentir pinicando. Melhor escaldar e depois utilizar como quiser. Aqui, fazemos o nosso famoso pesto de taioba, com bar, castanha de caju e pará, azeite, queijo curado, limão e taioba. 

  • Alface de Sergipe, Almeirão Pão de Açúcar, Radiccio italiano roxo. 

Chamamos essa alface de ‘Sergipe’ pois essas sementes vieram de uma roça lá de Sergipe. Todo mundo sabe usar alface, almeirão e radiccio como salada, mas garanto que pouca gente sabe que dá pra cozinhar, grelhar, escaldar, como verduras normais. Ah! E no sucão também fica uma delícia – talvez só o radiccio fique mais amargo. Ah! Tem gente que jura que suco ou chá de alface tem efeito calmante, vale testar. 

  • Pimenta Cambuci:

Grelhadinha, recheada com queijo, em conserva no azeite, fresca picadinha em cima da comida. 

  • Abacate:

Dá pra comer sozinho, fresco, como vitamina de manhã, no taco, como guacamole, nas saladas, temperadinho com sal e azeite. Embora aqui no Brasil a gente conheça mais a versão doce, no resto do mundo o abacate é consumido mesmo salgado. Vale a pena experimentar. 

  • Limões variados:

Dá-lhe limão pra dar uma ajudinha na imunidade da galera. Com água morna e mel, de manhã, é medicinal segundo a Ayurveda. Muita gente atribui propriedades alcalinizantes e antixoxidantes aos verdinhos azedos. Ótima fonte de vitamina C, pode ser consumido em suco, em chás, dá pra desidratar e dá pra fazer doce com as cascas. Ah! As cascas usadas também podem ser usadas para fazer produtos de limpeza caseiros! Uma olhadinha na internet e garantimos que vocês acham mil receitas. 

  • Broto de mostarda:

Cultivamos vários brotinhos para usar na Enoteca. O broto de mostarda é um: bem picante, novinho e verde, para ser usado fresco em saladas e também como pesto ou azeite: vira uma “mostarda verde”, picante e refrescante. 

  • Folhas de louro:

Pra temperar o feijão, para colocar no arroz, na moqueca, onde quiser… 

  • Sabão de folha de mamão:

Todo óleo e gordura usadas no restaurante a gente transforma em sabão, com folhas de mamão da nossa horta, que tem efeito branqueador. É sabão, não é sabonete, então seu uso não é cosmético. Mas a gente usa pra lavar roupas, louças, panos de prato, o que for. Fazemos com ervas aromáticas para dar um cheirinho ainda mais gostoso. 

  • Couve:  

Como todos os vegetais verde escuros, é riquíssima em nutrientes necessários para a boa manutenção da nossa saúde. Em épocas de baixa imunidade, aumente o consumo de verduras, legumes e principalmente folhas e ervas. No viradinho, no caldinho de feijão, e até como salada: bem fininha com limão a couve fica deliciosa. 


 

Mas o que é Panc?

Panc: planta alimentícia não convencional. Agora virou moda, todo mundo tem uma panc pra chamar de sua, e algumas delas alcançaram o estrelato, como a beldroega, a capuccinha, a serralha. Nessa categoria estão plantas espontâneas, muita delas chamadas de daninhas ou de mato, que dão aos montes nos terrenos baldios e quintais, Muitas eram consumidas e foram esquecidas nas últimas décadas por conta do consumo mais comercial dos alimentos, outras nos últimos tempos foram introduzidas na alimentação por conta de suas propriedades nutricionais. Um livro ótimo e essencial para quem quer reconhecer algumas delas no próprio quintal é o “Plantas Alimentícias não Convencionais PANC no Brasil”, de Valdely Kinupp e Harri Lorenzi . 

Lis Cereja  | @liscereja | @saintvinsaint

23/3/2020
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