Eventos & Jantares

Dia das Bruxas na Enoteca – 31/10/18

Dia das bruxas, 31 de Outubro.

Muito mais do que uma data no calendário comercial americanizado, ela marca uma das mais importantes celebrações das religiões antigas.

O hemisfério norte está a meio caminho do equinócio de verão e o solstício de inverno – época que costura o fim do verão, o fim das colheitas e das safras, ao início do frio, escuro e escasso inverno.

Por isso em muitas culturas é um período de celebração das colheitas, de agradecimento, e de preparação para os meses de energias mais introspectivas. É considerado o ano novo, o fechamento de um ciclo de quatro estações, a celebração da continua roda do tempo que nos dá a oportunidade de festejar pelas colheitas e ( literal e metaforicamente ) e se preparar para entrar em período de maior recolhimento, sombras, escassez e reflexão, usufruindo de tudo o que você semeou no ano anterior. Sim. É o famoso você planta o que colheu, versão celta.

Nesse período, se diz que as energias dos mundos dos vivos e dos mortos ( que nas religiões antigas não tem esse peso negativo ) estão separadas por um véu muito tênue. Se diz que nessas datas a comunicação de quem está aqui com quem já foi, é mais fácil. É como se nossos antepassados e a energia de todos que já passaram por aqui estivessem mais próximas, voltando para nos lembrar do eterno ciclo da vida.
Fogueiras, banquetes, rituais de purificação, velas para guiar os espíritos dos mortos, reflexão sobre o que queremos e o que faremos no próximo ano- podemos falar um zilhão de coisas ligadas à essa data, e que até hoje ressoam como ecos nas fantasias, nas abóboras e nas bruxas à solta que atravessaram séculos e séculos de tradição até chegar aos nossos tempos.

Aqui no paraíso tupiniquim, onde tudo está de cabeça pra baixo ( literal e metaforicamente ), nos preparamos para iniciar o verão. Ao contrário dos celtas, nos preparamos para época uma de abundância, de energia de expansão, de águas, de novas colheitas, de calor. 

Mas também estamos encerrando/iniciando novos ciclos. E é sempre tempo de celebrar, agradecer e repensar o que estamos semeando … e o que colhemos. 

É sempre tempo de abrir a porta para nossos mortos, nossos antepassados, reestabelecer os laços com todos os que já se foram e com os que estão ainda por aqui. 

Todos nós somos um pouco bruxas e bruxos, muito mais em épocas como a nossa, em que a inquisição parece bater às portas novamente. 

Por isso, hoje tem celebração lá na Enoteca. Para os mortos, para os vivos, pra quem plantou, pra quem colheu, para celtas e guaranis. 

A partir das 19h, discotecagem de vinil com @gchastang, seleção de vinhos naturais em taça  ( bruxaria ), de agricultura orgânica ou biodinâmica ( bruxaria ), e petiscos orgânicos ( bruxaria ), sazonais de Primavera ( bruxaria ) e de pequenos produtores familiares ( também bruxaria ). 

Afinal, já que é pra ir pra fogueira, vamos todos juntos, dançando e bebendo.

31/10/2018
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