Viagens

CARAVANA NATUREBA: oitavo dia… uma prainha, mais uns naturebas de peso, um pouco de vinho pra engarrafar…. e nada de chegar uva pra vinificar.

No último dia da Caravana, estávamos lá esperando pelas uvas….. amadurecem, não amadurecem, vão ser colhidas, não vão ser colhidas…. 
É…. não foram colhidas. 
E jáááá que estávamos na praia, fazer o quê, fomos esperar pacientemente as frutas amadurecerem tomando um pouquinho de sol na jaca, também. 
Eu na verdade acordei nesse dia empolgadona, e enquanto todo mundo dormia, fui dar uma chegadinha na praia para correr. Uma horinha de corrida pra dar aquela “suada” nos vinhos da noite 
anterior…rsss…… 
 É, minha gente, exercício também faz bem. Engraçado que eu tenho já tanta fama de bebum e madrugadeira que quando falo que gosto de correr e corro todo santo dia as pessoas levam um susto… hahaha …. isso aí: levantamento de copo e corrida, pra manter com aparência de 30 e meio esse corpitcho de 31….rss
 
 

Não preciso dizer nada sobre a Praia do Rosa. De manhãzinha, então, tava uma puta sacanagem pra paulista já pensando em voltar pra cidade: tinha UMA nuvem no céu. UMA. Marzão infinito, solzinho sulista manso batendo no rosto….. são aqueles momentos que você esquece que está voltando, esquece que o movimento do restaurante foi uma merda em Fevereiro, esquece tudo. Aliás, esquece até o protetor solar – e fica com o rosto de uma criança de quatro anos de idade com insolação.

Pós praia, ainda estávamos aguardando a ligação lá de Urubici – que não veio.

O negócio foi fazer o que sabemos fazer de melhor – beber mais um pouquinho. 

E jáááá que o dia estava propício pra isso…. dia flor no calendário biodinâmico – resolvemos chutar o pau da barraca, meter os pés na jaca e abrir só os top models que tínhamos na geladeira.

Nicolas Joly Vieux Clos 2006, Loire.

Overnoy, Arbois Pupillin 2009, Jura.  

Presente da Lizeteee!!! Ela trouxe da sua última viagem pela França, quando foi conhecer os naturebas de lá. Inclusive o próprio Overnoy, a lenda viva do vinho natural – que não só a conheceu pessoalmente como fizeram o também lendário pão dele juntos….. aiii, que invejinha, Lizete! rsss

 

Il Secondo di Pacina, 2012 Toscana.

Quando nos demos conta de que as uvas não iam chegar mesmo, resolvemos ajudar a Lizete a fazer outro tipo de trampo, que não vinificar: engarrafar! Um dos tanques de Sangiovese ainda não tinha sido engarrafado, então aproveitamos para dar uma ajudinha. 

Você já engarrafou um vinho manualmente?

Pois deveria. Todo mundo que reclama do preço do vinho artesanal deveria passar pelo menos um dia engarrafando, pra ver o que é bom, como cansa e como leva um tempo enorme. Principalmente no caso dos pequenos, que às vezes fazem tudo sozinhos ou em mais uma ou duas pessoas.

Essa aqui é a Lizete, enchendo garrafa por garrafa com uma mangueirinha.

E obviamente, pra não sentir sede, mais uns naturebas de despedida. Clos Ouvert Primavera, chileno natural delícia que infelizmente não se faz mais – e um último Ribolla Gialla fim de pipa que a Lizete tinha guardado pra gente. 
Pra quem está se perguntando, isso aí dentro não são minhocas e nem verminho bêbado tipo o da tequila. Isso são os sólidos do vinho – inclusive algumas leveduras – que acabam formando formatos engraçados, às vezes. Já me disseram que é meio normal a formação dessas minhoquinhas, mas nunca me deram uma explicação exata de como acontece e do porquê. Se alguém souber, ficarei muito agradecida.

Depois de um Secondo di Pacina, fomos para o… primeiro de Pacina! rss importação da Piovino, naturebas italianos de tirar o fôlego e fabulosos. O Secondo é mais selvagem, mais indomado. O Pacina já é mais sóbrio, sisudo, mais manso. Adoro os dois. 

Essa foi nossa noite de despedida. 

Dia seguinte, acordamos cedo, nos despedimos da Lizete com uma semi lágrima nos olhos – mas com uma muda de Isabelão na mão, que inclusive, já plantei aqui em casa e estou esperando pra ver quando ela vai “acordar”….. e pegamos estrada de volta pra Sampa. Já pensando na nossa próxima visita…..

5/3/2015
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