Viagens

Frankfurt: um dia na terra do salsichão…..












Férias! Finalmente férias! 
Já estou de volta, mas foram quinze revigorantes dias de visitas em vinícolas, cervejarias, restaurantes ( é, não adianta, a gente leva trabalho para as férias… ) e otras cositas más.  
Esse ano caímos na Alemanha, rolamos até a Bélgica e terminamos a engorda na França. Afinal, Paris sera toujours Paris – e um dos melhores lugares para cair de copo nos vinhos naturais. Nossa idéia era visitar alguns produtores naturebas na Alemanha, alguns cervejeiros na Bélgica e uns bistrôs naturebas na França. Deu certo. E aqui vai um pouquinho do que foi nosso roteiro. 

 Começamos a missão em Frankfurt, terra do salsichão. Os alemães que me perdoem, mas quando penso em Frankfurt lembro do salsichão de mesmo nome na hora – impossível não associar uma coisa a outra, desculpe. E confesso que comi algumas das melhores Frankfurts caseiras lá em Frankfurt mesmo… o que é bastante óbvio, claro. 

Bom, vamos começar do começo: assim que você pisa na Alemanha dá pra entender, e digo mais, se sentir honrado pelos 7 x 1 que eles fizeram. Os caras são demais. Não tem um fio de cabelo fora de nada, tudo funciona, tudo é limpo, tudo é lindo. Chega a irritar nós, tupiniquins, acostumados com a bagunça. 

Frankfurt é uma cidade grande – padrão Europa, gente, padrão Europa….. não pense em São Paulo. Mas tem seu charme. Um dos lugares mais visitados é a praça de Romerberg, onde casinhas que parecem saídas de desenho ou de bonecas se erguem para o céu. São casas do século 15 ao século 18, incluindo a antiga prefeitura. Ali você tem certeza que chegou na Alemanha. A arquitetura não mente. 

Ali mesmo a poucos metros da praça, está um dos restaurantes mais antigos da cidade, fundado em 1479. Não dá nem pra competir…rs

No final da tarde, a praça se encheu de traillers de comida, vendendo de tudo. Salsichões, claro. Cerveja, claro. E também vinho, muito vinho ( muitos deles orgânicos…. ai, inveja…. ), bicoitos, bolinhos… de um tudo. Food truck bombando em Frankfurt. 

Pra não fazer feio na terra da cerveja – e do salsichão – minha primeira refeição foi mais do que clássica. Salsichão Frankfurt, chucrute, purê de batatas… e cerveja. Paramos em um pequeno restaurantezinho ( que eu não vou lembrar, e mesmo que lembrasse não iria saber pronunciar o nome ) que tinha sua própria produção de cerva. 

No meu inglês cambaleante consegui pedir as duas cervejas da casa: uma da estação e outra regular. Quando perguntei mais sobre elas, a moça rasgou um alemão bem pausado ( não sei porquê as pessoas acham que se falar bem devagarinho a gente vai entender ) e, resultado…. não tenho idéia do que eu bebi, pois não entendi lhufas. Mas estavam ótimas. 

Um longo passeio pelo rio ajudou na digestão. Na outra margem, a margem dos museus, está o Stadelsches Kunstinstitut. Resolvemos ir no dia seguinte. 
Tem um nome comprido mas é apenas um museu. E olha, um museu e tanto. Pequeno e com obras de babar. Pense em qualquer grande nome da pintura. Ele está lá. Veermer, Rembrandt, Watteau, Degas, Van Eyck, Bosch, Botticelli, Rafael, Van Gogh, entre outras feras. 
Na saída do museu uma chuva nos pegou de surpresa – e como já estávamos com fome novamente, decidimos comer pelo restaurante do museu mesmo. Confesso, fiquei meio a contragosto. Gosto de ir nos lugares mais típicos, mais escondidos, menos moderninhos. No cardápio haviam influências orientais que achei suspeitas. Holbein’s Café Restaurante. Sei. 
Shame on me, o restaurante era ótimo. Preconceito besta. 
Pratos excelentes, comida toda orgânica, peixes selvagens, carnes de pasto, aves caçadas. Quando perguntamos sobre vinhos naturais, o “garçon-sommelier-cumim-maitre-hostess” ( sim, ele atendia sozinho, além de ser bonito, alto, loiro e alemão ) não titubeou: apontou na hora todas as opções de orgânicos, biodinâmicos, naturais e vinhos sem sulfito da carta. Irritantes, eu falei. Irritantes….rss

Fomos na escolha óbvia: Riesling. Pedimos a sugestão do sommelier super-homem. Ele nos trouxe um Rheigau, Terra Montosa. Espetáculo de vinho. Foi um dos vinhos mais marcantes pela faixa de preço na viagem inteira. E não, eu não fiquei impressionada com o moçoilo. O Ramatis também achou a mesma coisa…rsss

Resolvemos turistar um pouco e andar de barco pelo rio Main. Vale a pena! É super turístico, os japoneses estão lá com suas máquinas fotográficas, mas o passeio é lindo. São 50 minutos de um lado do rio e 50 minutos do outro lado do rio. Dá pra ir tomando um cafezinho, uma cerva ou um vinho. 

Para a noite, escolhi um lugarzinho pitoresco que muita gente já havia me falado. Uma taverna onde só se serve vinho de maçã ( tipo uma cidra sem ser espumante ), típico de Frankfurt. O Apfelwine Wagner. 

Se você quer aflorar seus instintos mais medievais e primitivos, vá ao Wagner. Sentados em mesas coletivas, humanos bebem até cair vinho de maçã, em jarras de cerâmica feitas à mão – falam alto, brigam, batem seus copos na mesa ( parece que aqui os alemães perdem a linha), fazem amizade, comem, bebem mais um pouquinho – e saem todos felizem, trançando as pernas e prontos para um glorioso dia de ressaca a caminho. 

De longe foi um dos lugares mais divertidos. Comida excelente ( comi uma almôndega de fígado e um joelho de porco espetaculares, além da famoooosas salsichas Frankfurt ) e muito vinho de maçã na jaca. Cada jarra grande tinha cerca de 3 litros, e o vinho de maçã tem cerca de 6,5% de álcool. Parece que não dá nada, e quando você vê, já passou do ponto faz tempo…rss

Recomendadíssimo! 

Saúde!! 

24/10/2014
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