A Rota dos Vinhos ou a melhor maneira de “degustar” a Bourgogne…
Autor: Lis Cereja. Comentários: 0.
24/03/2011
A Rota dos Vinhos ou a melhor maneira de “degustar” a Bourgogne.
A Bourgogne é geralmente conhecida por seu rico passado histórico, por seu patrimônio
artístico excepcional ou até mesmo por sua autenticidade e pela qualidade de sua
gastronomia, mas é, acima de tudo, graças aos seus grandes vinhos que esta adquiriu uma
notoriedade mundial. Vir à Bourggne sem ir ao encontro de seus vinhedos seria como visitar
Roma e deixar de ir ao Capitólio. A Rota dos Vinhos da Bourgogne constitue o fio condutor
ideal para descobrir a região.
Uma Rota do Vinho, de fato, é composta de vários itinerários que atravessam os principais
vinhedos borgonheses. A Rota de Grands Crus, também conhecida como “Champs-Elysées”
da Bourgogne, realiza-se desde Dijon até Santenay, passando por Nuits-St-Georges e Beaune,
e o levará a conhecer 24 dos 33 “Grands Crus” existentes em Bourgogne. A Rota turística dos
Grandes Vinhos da Bourgogne vai através dos vinhedos de Maranges, Couchois e da Côte Chalonnaise.
A Rota dos Vinhos Mâconnais-Beaujolais viaja através da parte mais meridional da região
do vinhedo borgonhês e o permitirá descobrir Roche Salutré e suas paisagens que tanto inspiraram
o grande poeta Lamartine, filho da nação. Ao Norte, a Rota turística dos Vinhos de l’Yonne
oferece vários circuitos nas redondezas de Chablis, Auxerre, Vezelay, Tonnerre e Joigny,
e uma nova Rota du Crémant foi recentemente inaugurada nas proximidades de Châtillon-sur-Seine.
Bem ao Oeste, fora da denominação de origem Bourgogne mas localizado dentro do territórito da
região da Bourgogne, a Rota do Coteaux de Pouilly-Sancerre permite descobrir a parte borgonhesa
do Vale do Loire.
Todos estes itinerários podem ser descobertos de várias maneiras. Da maneira mais
clássica, conduzindo o próprio carro, ou da maneira mais prudente com os transportes
públicos que permitem limitar os efeitos da degustação. Você também pode descobrir a
Rota dos Vinhos de forma mais original como de balão, jipe, a pé em uma das muitas trilhas
pedestres, de bicicleta em algumas rotas como o “Voie des Vignes” entre Beaune e Santenay,
ou a cavalo através de várias trilhas equestres.
Seja qual for a forma desta descoberta, a qualidade da recepção será sempre a melhor,
especiamente entre os 282 viticultores que aderiram à Carta de Qualidade “De Vignes en Caves”.
Basta localizar a placa “De Vignes en Caves” fixada na entrada do local e empurrar a porta.
Lá, seu anfitrião vai lhe oferecer gratuitamente a degustação de pelo menos um vinho e
poderá lhe iniciar nos segredos das variedades de uvas, das dominações de origem, dos
sabores e aromas da Bourgogne. Você terá então a oportunidade de comprar vinho no local e
levar para casa algumas boas garrafas para poder partilhar com família e amigos e assim,
tranquilo e sem pressa, poder degustá-las ao máximo. Com moderação, claro!
As outras empresas turísticas da região não farão por menos e terão o maior prazer em compartilhar
a legendária arte de viver da Bourgogne presente nos quartos dos hotéis e pequenos hotéis de charme,
nos chalés dos viticultores, nos restaurantes e nas pousadas, nas excursões aos vinhedos e
iniciação à degustação ou durante as muitas festas da uva que marcam o calendário o ano todo.
Os vinhos da Bourgogne em números
Os vinhedos de Bourgogne estendem-se por quase 27.700 hectares e 300 km de norte a sul
da região, porém ocupam apenas 2% das terras agrícolas utilizadas em Bourgogne.
As principais castas utilizadas são o Pinot noir para os vinhos tintos e o Chardonnay para
os vinhos brancos. Outras variedades são produzidas localmente em pequenas quantidades:
O Aligoté (vinho branco utilizado na composição do aperitivo tradicional, o Kir) e o Gamay
(vinho tinto).
Em 2007, a produção total ascendeu ao número de 203 milhões de garrafas. Com a inclusão
dos vastos vinhedos de Chablis e de Mâconnais, os vinhos brancos constituem 61% da produção
contra 31 % de vinhos tintos. A produção do tipo crémant de Bourgogne está em plena evolução
desde 2000 e já representa 8% da producão total de vinhos da região.
Das 477 denominações de origem controlada (A.O.C.) registradas na França, 101 pertencem
às vinhas da Bourgogne, o que confirma a diversidade de seu solo. Com denominações regionais
são 23 (bourgogne aligoté ou bourgogne côte chalonnaise, por exemplo), e representam
52% da produção. Com denominações comuns são 45 (saint-véran ou chablis, por exemplo), seguidos
ou não pela menção “premier cru” (beaune premier cru les grèves, por exemplo), e representam
46,6% da produção.
Por fim, como título supremo, a Bourgogne conta com 33 denominações “grand cru”
(chambertin, montrachet…) representando 1,4% da produção.
Para mais informações:
Bureau Interprofissionnel des Vis de Bourgogne (B.I.V.B.):
http://www.vins-bourgogne.fr/
http://www.vins-bourgogne-tourisme.fr
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OS DIFERENTES TIPOS DE JEREZ
Autor: Lis Cereja. Comentários: 0.
10/07/2010
OS DIFERENTES TIPOS DE JEREZ
Texto de Ennio Federico
O Jerez, também denominado Xérès ou Sherry, é um vinho fortificado único e exclusivo, elaborado somente na área do “Triângulo Dourado” da Andaluzia, no sul da Espanha. Durante muitos anos, imitações rotuladas como sherry eram produzidas em outros países, porém desde 1996 somente o vinho proveniente dessa região demarcada que compreende as cidades de Jerez de la Frontera, El Puerto de Santa Maria e Sanlúcar de Barrameda ganhou o direito de usar o nome com exclusividade. Assim, esses vinhos passaram a ser protegidos pela DO (Denominação de Origem) Jerez-Xéres-Sherry e Manzanilla-Sanlúcar de Barrameda. Poucos sabem que Jerez não é uma bebida única. Ele é produzido em diferentes estilos pelo sistema Solera, uma mistura gradativa de vinhos novos com vinhos mais antigos. Cada qual tem características próprias e diferentes entre si. Os estilos são identificados pelos seguintes nomes consagrados que aparecem nos rótulos:
MANZANILLA - é o mais claro, seco e delicado de todos, produzido na cidade de Sanlúcar de Barrameda com sua própria Denominação de Origem. Com corpo leve, textura macia e aroma fresco de fermentação e ar marinho, tem menos de 5g/l de açúcar residual e entre 15-19% de álcool Quando envelhecido leva o nome de Manzanilla Pasada.
FINO - o mais jovem e fino dos estilos, apresenta flor (camada de leveduras que se forma na superfície do vinho depois da fermentação e o protege da oxidação) já bem no inicio da classificação, cerca de seis meses. São normalmente engarrafados com a idade entre cinco a oito anos, fortificados entre 15-15,5% de álcool e também com açúcar residual inferior a 5g/l. Sua cor é pálida, aroma fresco e delicado com toques amendoados.
AMONTILLADO - praticamente um Fino envelhecido no qual a flor se dissipou. Isso ocorre naturalmente entre 8 e 12 anos de envelhecimento em madeira ou então a flor é ‘morta’ com fortificação acima de 16% de álcool. A cor varia de palha para âmbar, dependendo da idade que pode chegar até 60 anos em solera. O corpo é médio e teor alcóolico entre 16-24%, dependendo da idade.
OLOROSO - origina-se de vinhos novos, mais ricos e cheios, que apresentaram pouca ou nenhuma flor na primeira classificação depois de seis meses. Depois de fortificados entre 17 e 18% e sem a proteção da flor, os vinhos envelhecem por oxidação e desenvolvem uma cor variando de âmbar a mogno. Têm um buquê fragrante de nozes, são mais encorpados e textura suave. Naturalmente secos, são também disponíveis num tipo mais adocicado.
PALO CORTADO - um estilo raro que mescla as características do Amontillado e do Oloroso e muito valorizado. Um vinho que parece se desenvolver como um Fino, mas depois que a flor se extingue envelhece como um Oloroso. Cor de mogno brilhante, tem aroma de Amontillado e sabor de Oloroso. É seco, rico, redondo e suave, com elegante persistência.
PALE CREAM - um Fino normalmente adocicado com mosto de uva concentrado No nariz tem caráter de Fino. Corpo de leve a médio e paladar meio doce com até 115g/l de açúcar residual.
CREAM - um Amontillado ou Oloroso adoçado com uvas Pedro Ximénez ou Moscatel. Estilo criado para o mercado inglês, na opinião deles, melhor, mais velho e mais macio que o Oloroso doce. Cor entre âmbar e mogno, é rico de aroma, encorpado e textura suave. Doce, com açúcar residual entre 115-140g/l r 15,5-22% de álcool.
PEDRO XIMÉNEZ - ou PX, é a segunda variedade de uva usada para produzir Jerez. Normalmente um vinho utilizado para colorir e adoçar, pode ser também um vino dulce natural varietal feito com uvas secas ao sol. Mogno escuro, aroma pungente de caramelo e uva passa. Encorpado, rico, redondo, espesso e aveludado. Muito doce com até 450g/l de açúcar residual e 15-22% de álcool.
AGE DATED - um novo estilo para Sherries de alta qualidade, oficialmente reconhecido pelo Consejo Regulador em julho de 2000. Aplica-se somente para Amontillado, Palo Cortado, Oloroso e Pedro Ximénez. Há atualmente duas designações de idade para vinhos com tempo médio de maturação em madeira com mais de 20 anos (VOS) e mais de 30 anos (VORS).
Além de ser um dos melhores aperitivos que se conhece, o Jerez seco acompanha muito bem sopas, patês, queijos, presunto cru, salmão defumado, tapas e deve ser tomado gelado de preferência no copo tradicional da região, denominado copita. Os doces, recomendados para sobremesa, possuem grande fragrância, generoso buquê e intensa persistência. Ideal para acompanhar bolos, chocolates, frutas frescas maduras e frutas secas.
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Os Vinhos “bio”
Autor: Lis Cereja. Comentários: 0.
05/07/2010
Quem já não ouviu a famosa frase: “Você é o que você come”? Pois bem. Digo mais, você também é o que você bebe.
Ninguém contesta que o vinho faz bem à saúde. Mas alguém já parou para pensar que, muito além de uvas fermentadas, alguns vinhos estão repletos de substâncias como conservantes, agrotóxicos, etc., como qualquer outro alimento cultivado pela agricultura moderna? Digo com toda a certeza que a maior parte da população não imagina o que acontece dentro de uma vinícola do ponto de vista industrial (pois sim, podemos chamar algumas vinícolas de indústrias, tal o tamanho, a produção em massa e a falta de preocupação com a saúde de seus consumidores). Então, refaço a pergunta: o vinho faz realmente bem à saúde? Que vinho faz bem à saúde?
Em vários países, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, vemos surgir ondas e modas de alimentos orgânicos, naturais e biológicos. Sem entrar a fundo nessas denominações nem nas questões que envolvem a regulamentação, podemos simplesmente pensar da seguinte maneira: um alimento que não leva (ou que leva em pouquíssima quantidade) adição de pesticidas, agrotóxicos ou qualquer tipo de substância do gênero, se estiver são (pois não queremos também consumir alimentos estragados, pois não foram conservados da maneira correta, queremos?), será, no mínimo, mais saudável para nosso organismo do que um outro que tenha sido cultivado com uma boa carga de veneno. É de conhecimento geral que substâncias como essas podem acarretar danos ao nosso organismo, em maior ou menor escala. Pense nisso.
Os vinhos biodinâmicos são todos os vinhos elaborados a partir das teorias biodinâmicas, e estão sendo cada vez mais produzidos no mundo todo. Grandes viticultores e enólogos adotaram essa prática ao longo dos anos. O biodinamismo tem origem nas teorias antroposóficas de Rudolf Steiner (1861-1925), fundador da antroposofia. Além de uma teoria ou prática, o biodinamismo é também um estilo de vida da maioria dos viticultores que o seguem.
As primeiras manifestações do biodinamismo surgiram na primeira metade do século XX, na Europa, onde até hoje há o maior número de adeptos, embora essa prática tenha seguidores fiéis por todo o mundo. Um dos grandes viticultores e defensores atuais das teorias biodinâmicas é Nicolas Joly, da França. Vale a pena conferir as suas obras publicadas sobre o tema.
Não podemos negar que os métodos empregados na biodinâmica podem ser peculiares, talvez mesmo até questionáveis, mas a essência dessa filosofia é muito consistente: o objetivo é fazer com que os solos onde haja qualquer tipo de plantio ganhem vida, ao contrário dos solos, que vemos na agricultura convencional, totalmente estéreis devido ao uso e ao abuso de agrotóxicos, aditivos e etc. Para isso é necessário, em primeiro lugar, um cultivo orgânico ou biológico, sem utilização de qualquer aditivo que não seja natural. Mas, mais do que tratamentos orgânicos, o biodinamismo leva em conta a polaridade dos seres vivos, o equilíbrio entre as forças materiais da terra e forças energéticas, como a influência do sol, da lua e outros astros na agricultura. Nada mais do que uma tentativa de preservação do equilíbrio natural do ecossistema.
O biodinamismo é muitas vezes encarado como uma seita, algo puramente místico e que envolve viticultores loucos com pirâmides de cristais e rituais na lua cheia. Puro exagero.
Um amigo viticultor brasileiro fez um dia uma comparação muito interessante sobre os vinhos elaborados pelos métodos convencionais e os vinhos elaborados a partir dos princípios do biodinamismo. Experimente comprar um pote de iogurte industrial no supermercado e comparar com um iogurte feito em casa. Qual deles é mais saboroso, mais característico e mais autêntico, embora seja mais difícil de fazer? Pois é. Com os vinhos biodinâmicos, pode ser a mesma coisa. Uma planta equilibrada e saudável vai gerar frutas igualmente saudáveis, que, por sua vez, darão origem a bons vinhos. E esse vinho, quando ingerido por nós, vai transmitir o que ele leva consigo: saúde, energia e equilíbrio. Sem misticismo ou bruxaria nenhuma. Questão de química…
Com a interferência mínima do homem ou de aditivos sintéticos, esses vinhos acabam por ter maximizadas as suas características ligadas ao terroir, como aromas, sabores e longevidade, sem máscaras ou artifícios que permitam esconder alguma característica ou defeito. Por isso é que muitos viticultores afirmam ser o biodinamismo a expressão máxima do terroir de uma região.
Em tempo: grande parte dos vinhos biodinâmicos são excelentes, pela sua qualidade, originalidade de características e equilíbrio, mas existem muitos vinhos convencionais maravilhosos e muitos vinhos biodinâmicos horríveis, como tudo nesta vida, pois o vinho depende muito da seriedade, do conhecimento e do comprometimento de cada produtor. O biodinamismo deve ser encarado de maneira séria pelos consumidores e também pelos produtores, que não podem se utilizar dessa prática apenas para uma questão de marketing ou moda. Ele deve ser, além de tudo, uma proposta de estilo de vida saudável e equilibrado, em harmonia com o ambiente em que vivemos.
http://www.biodinamica.org.br/
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VINHO TERIA COMEÇADO COMO REMÉDIO ?
Autor: Lis Cereja. Comentários: 60.
17/11/2009
Vinho pode ter surgido como remédio, dizem cientistas
Beber o produto de fermentação de frutas pode ter se iniciado com as tradições medicinais
por Brendan Borrell
Frutas fermentadas: A primeira evidência de produção de álcool data de 9 mil anos atrás, mas os humanos provavelmente começaram a consumi-lo muito antes….
Embora os micro-organismos possam ter inventado o álcool, os mamíferos o dominaram. Normalmente isso significava comer um fruto muito maduro de palmeira em demasia ─ mas há também os elefantes indianos que são loucos por bebidas alcoólicas e cerveja de arroz. De musaranhos arborícolas embriagados a macacos bêbados, a linhagem dos primatas é cheia de criaturas que adoram um trago, e com nosso passado de comedores de fruta 10% das enzimas dos humanos modernos são dedicadas exclusivamente a transformar álcool em energia. Muito provavelmente a ressaca já era conhecida na história humana muito antes das taças.
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Consumo de vinho diminui a mortalidade
Autor: Lis Cereja. Comentários: 1.
13/08/2009
Folha de São Paulo, 12 de agosto de 2009.
Bebida foi o item que mais contribuiu para a queda no risco de morte em estudo com alimentos da dieta mediterrânea
Pesquisa acompanhou mais de 23 mil pessoas; médicos dizem que é preciso adotar um estilo de vida saudável para conseguir o benefício .
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