Vinhos

Vinhos naturebas

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Bom, pra inicio de conversa, o termo “natureba” é como eu chamo, carinhosamente, os produtores e os vinhos que seguem uma linha “saudável” e consciente de produção. Quando digo saudável, englobo tudo: vinha, vinho, pessoas, meio ambiente, qualidade de vida, qualidade de vinho, equilíbrio, blá, blá. Pois o conceito é bastante amplo. Não é só “não usar agrotóxico” – na verdade é bem mais complexo que isso.

Pois bem. Dentro dos produtores que seguem essa linha, existem algumas “classificações”. Coloco entre aspas pois nem eles mesmos acabam se dividindo assim, e a grande maioria não gosta de ser rotulado. Grande parte dos melhores produtores dessa linha nem sequer se considera dentro de alguma dessas categorias, tem algum selo de certificação ou faz marketing em cima disso.

Teoricamente ( bem teoricamente ) existem nessa linha os vinhos orgânicos, os biodinâmicos e os naturais.

Alias, como a maior parte das coisas boas na vida, esse é um assunto bastante controverso e que nem os próprios produtores conseguem chegar a um acordo. Tem biodinâmico que critica o natural, tem natural que critica biodinâmico, tem orgânico que não tem selo, tem natural que adiciona um pouco de sulfito, tem natural que odeia sulfito, tem sustentável que é mais orgânico do que o orgânico com selo… ou seja…. no fundo, muito mais do que rotular o que cada um é, o interessante é conhecer o produto e procurar um vinho que reflita seus ideais de consumo e de vida – por que não?

Resumo rápido:

Falando em geral, temos os vinhos orgânicos, biodinâmicos, naturais e os sustentáveis. Todos eles partem do princípio de uma agricultura e vinificação mais saudáveis, sem tanta intervenção e sem produtos químicos – ou menos. Vai variar de acordo com cada um a quantidade de intervenção ou não, assim como os insumos permitidos e práticas utilizadas.

Temos dois lados: um, da agricultura, ou seja, do plantio da uva. O plantio das uvas ( existem milhares de meios termos, lembrem-se ) pode ser um plantio orgânico, um plantio biodinâmico, um plantio sustentável ou um plantio convencional.

Depois disso temos a vinificação: ou seja, o que você faz com essa uva, e como a transforma em vinho. Daí temos as vinificações orgânicas, biodinâmicas, convencionais… e naturais.

Para um vinho ser orgânico ele tem que ter plantio biodinâmico ou orgânico e seguir as regras da vinificação orgânica.

Para um vinho ser biodinâmico ele tem que ter plantio e vinificação biodinâmica.

Para um vinho ser natural, ele tem que ter plantio organico ou biodinamico, e ter vinificação natural.

Para um vinho ser convencional, ele parte de uma agricultura convencional e depois faz vinificação convencional.

Parece confuso? Nem tanto. É só ler a seguir os posts “vinhos convencionais”, “vinhos orgânicos e sustentáveis” e “vinhos naturais”  para ver quem é quem nessa história.

23/8/2016
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